Aderência LGPD em operação de campo: o que mudou em 2026
Biometria de ponto, geofence, fotos de ocorrência. O que a Autoridade Nacional intensificou e como ajustamos a plataforma.
A LGPD não é nova. O que mudou em 2026 foi o regime de fiscalização — a ANPD começou a aplicar sanções operacionais reais em empresas que tratam dados de campo, com foco em três frentes: biometria, geolocalização e captura de imagem.
Biometria de ponto
A biometria é dado sensível por construção. Pra continuar usando biometria de ponto, três medidas se tornaram obrigatórias:
- Consentimento granular renovado anualmente
- Template hashado (não armazenar a imagem do dedo)
- Procedimento de exclusão expresso, em até 15 dias após desligamento
Nosso ponto biométrico fez essa migração no primeiro trimestre. O colaborador agora vê, no app, exatamente quais dados foram coletados e pode exercer direito de portabilidade num clique.
Geofence em ronda
A geolocalização do vigilante só pode ser registrada durante o turno ativo. Fora do turno, o app desliga o GPS — e isso é auditável pelo próprio colaborador.
Foto de ocorrência
Imagens de pessoas em ocorrências passaram a exigir blur facial automático antes do envio para fora da empresa. A plataforma faz isso on-device, sem upload da imagem original pra cloud.
LGPD não é uma corrida de uma vez só. É uma manutenção contínua — e quem tratar isso como projeto de TI vai se acidentar.
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